A Casa Assuf sabe: você calcula a metragem, compra o tecido e, na hora de posicionar o molde, percebe que o corte no viés ocupa muito mais espaço. Afinal, por que isso acontece?
Antes de tudo, é preciso entender que cortar no viés significa posicionar o molde aproximadamente a 45° em relação ao fio reto. Nesse ângulo, a estrutura da trama permite maior movimentação entre os fios, aumentando a elasticidade mecânica e deixando o tecido mais fluido.
Por isso, resolvemos explicar por que essa técnica exige atenção redobrada, principalmente em tecidos como cetim e crepe de seda.
O QUE MUDA QUANDO CORTAMOS NO VIÉS?
No fio reto, os moldes acompanham a direção dos fios e, geralmente, permitem um encaixe mais econômico. Já no viés, as peças ficam posicionadas na diagonal e deixam áreas maiores de tecido que nem sempre podem ser aproveitadas. Além disso, como o tecido ganha mais movimento nessa direção, o caimento também muda.
Por exemplo: um vestido de cetim cortado no viés tende a acompanhar o corpo com mais fluidez.
CASA ASSUF EXPLICA: POR QUE CETIM E CREPE DE SEDA EXIGEM CUIDADO?
Além do comportamento característico do viés, cetins e crepes de seda costumam ser tecidos leves e fluidos. Consequentemente, podem escorregar durante o corte e dificultar o posicionamento preciso do molde.
Por isso, a Casa Assuf recomenda considerar a largura real do tecido, a quantidade de peças cortadas no viés e o próprio desenho da modelagem antes de definir a metragem.
QUANTO COMPRAR A MAIS?
Não existe uma porcentagem que funcione para todos os projetos. Ainda assim, algumas margens podem servir como referência:
- Predominantemente no fio reto: siga a metragem do molde e acrescente uma pequena sobra.
- Corte parcialmente no viés: considere cerca de 10% a 15% a mais.
- Peça majoritariamente no viés: uma margem de 15% a 25% pode ser mais segura.
Esses valores são apenas referências. Portanto, sempre que possível, faça o encaixe do molde antes de comprar o tecido.
A LARGURA DO TECIDO TAMBÉM ENTRA NA CONTA
Outro detalhe importante é a largura do material. Um tecido de 1,40 m oferece possibilidades de encaixe diferentes de um de 1,60 m, por exemplo.
Além disso, em tecidos com brilho, como o cetim, pode ser necessário respeitar a direção da superfície para que todas as partes da peça tenham o mesmo efeito de luz.
Assim, a Casa Assuf recomenda considerar não apenas o comprimento do tecido, mas também sua largura, composição, caimento e direção de corte.
ANTES DE CORTAR, FAÇA A CONTA!
No fim das contas, o corte no viés não significa simplesmente que o tecido “gasta mais porque estica”. O aumento da metragem acontece principalmente porque a disposição diagonal dos moldes aproveita menos a largura disponível.
Por isso, antes de comprar ou cortar, vale fazer uma simulação do encaixe e reservar uma margem de segurança. Afinal, alguns centímetros a mais podem representar muito menos dor de cabeça no ateliê.
E, quando o tecido é nobre, a Casa Assuf sabe: prevenir o desperdício começa antes mesmo da primeira tesourada.

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Fotos: Elements Envato


